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Psicóloga Ana Luiza Cabral - Terapia de casal e família online

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Saiba mais:

O que é a terapia de família?

A terapia familiar é um processo psicoterapêutico voltado à compreensão das relações construídas entre os integrantes de uma família. Seu foco não está em encontrar uma única pessoa responsável pelos problemas, mas em reconhecer como histórias, papéis, expectativas e formas de comunicação influenciam a dinâmica familiar.

Muitas dificuldades não pertencem exclusivamente a um indivíduo. Elas se desenvolvem e se mantêm nas relações: naquilo que não consegue ser conversado, nos conflitos que se repetem, nos limites que não são respeitados e nas responsabilidades que acabam sendo assumidas de maneira desigual. Durante a terapia, cada integrante encontra espaço para apresentar sua percepção sobre o que acontece. As diferentes versões da história não precisam ser tratadas como uma disputa para descobrir quem está certo. Elas ajudam a compreender como cada pessoa vive a relação e quais necessidades permanecem sem reconhecimento. Meu atendimento em terapia familiar é direcionado a famílias compostas por pessoas adultas, como mães, pais e filhos adultos, irmãos, casais e outros familiares que desejam compreender ou reorganizar suas relações. Não realizo atendimentos em terapia familiar envolvendo crianças.

Como funciona no formato online?


Os encontros acontecem por videochamada, com responsabilidade ética, privacidade e cuidado clínico. Os familiares podem participar do mesmo ambiente ou de locais diferentes. O atendimento remoto facilita a realização do processo quando as pessoas moram em cidades ou países distintos, possuem rotinas diferentes ou encontram dificuldades para se reunir presencialmente. Para participar, cada pessoa precisa estar em um local que ofereça privacidade, segurança e condições adequadas para conversar. Assim como no atendimento presencial, é importante que todos possam se expressar sem interrupções externas ou exposição indevida. O formato online não diminui a profundidade do processo. A escuta, a compreensão da dinâmica familiar e a mediação das conversas permanecem presentes. O que muda é apenas o espaço em que o encontro acontece

Quando a terapia familiar é indicada?

A terapia familiar pode ser indicada para diferentes configurações de família, desde que as pessoas participantes sejam adultas. Não é necessário que todos morem na mesma casa ou tenham o mesmo grau de parentesco. O que define a demanda é a existência de um vínculo familiar que precisa ser compreendido ou reorganizado. Assim, o acompanhamento pode envolver mães, pais e filhos adultos; irmãos e irmãs; casais e outros familiares adultos; famílias reconstituídas após separações e novos casamentos; pessoas responsáveis pelo cuidado de familiares idosos ou adoecidos; famílias que trabalham juntas ou compartilham negócios; outros vínculos familiares significativos.


A terapia de família pode ser procurada quando vivenciam:

  • conflitos repetitivos;
  • dificuldade para conversar sem ataques ou afastamento;
  • rompimentos ou longos períodos sem contato;
  • dificuldade para estabelecer e respeitar limites;
  • intromissão excessiva nas decisões de familiares adultos;
  • dependência emocional ou dificuldade de diferenciação entre os integrantes;
  • papéis familiares rígidos, confusos ou invertidos;
  • filhos adultos que permanecem responsáveis emocionalmente pelos pais;
  • desigualdade na divisão dos cuidados e das responsabilidades;
  • rivalidade, ressentimentos ou comparações entre irmãos;
  • divergências sobre o cuidado de pais idosos;
  • conflitos relacionados a dinheiro, patrimônio ou herança;
  • dificuldades provocadas pela convivência na mesma casa;
  • retorno de filhos adultos à residência familiar;
  • mudanças após casamentos, separações ou chegada de novos integrantes;
  • conflitos em empresas ou projetos administrados pela família;
  • dificuldade para acolher diferenças de valores, religião, sexualidade ou estilo de vida;
  • impacto de adoecimentos, perdas e lutos sobre as relações;
  • necessidade de reorganizar a família após uma mudança importante;
  • desejo de reconstruir uma relação familiar fragilizada, entre outros.


A terapia familiar também pode ser buscada antes que aconteça um rompimento. Em alguns casos, a família reconhece que existe afeto, mas não consegue mais conversar sem repetir antigas mágoas ou ocupar os mesmos papéis.


Como é feita a condução do processo na terapia familiar?

Nos primeiros encontros, busco conhecer a história familiar, o contexto atual, as mudanças vividas pelo grupo e a percepção de cada participante sobre a dificuldade apresentada. Nem sempre haverá concordância entre os familiares — e o objetivo não é produzir uma versão única dos acontecimentos, mas compreender como cada pessoa experimenta essas relações.

Durante o processo, busco auxiliar a família a reconhecer padrões de comunicação, papéis assumidos, alianças, expectativas, limites e responsabilidades que podem estar contribuindo para a manutenção dos conflitos. Questões do presente também podem estar relacionadas a experiências antigas, regras familiares implícitas ou formas de relacionamento transmitidas entre gerações. Minha função não é decidir qual familiar está certo nem responsabilizar uma única pessoa pelo sofrimento da família. A condução busca criar condições para que os participantes consigam se escutar, expressar necessidades com maior clareza e compreender os efeitos de suas atitudes sobre os demais. A composição dos encontros pode variar conforme a demanda. Em alguns casos, o trabalho acontece com todos os familiares envolvidos; em outros, podem ser realizados encontros com determinadas pessoas ou subsistemas da família, como irmãos, filhos adultos ou responsáveis pelo cuidado de um familiar. Essas decisões são avaliadas clinicamente e conversadas com os participantes.

Ao longo do acompanhamento, a família pode construir novos acordos, reorganizar papéis, estabelecer limites mais adequados e desenvolver formas de convivência que respeitem tanto os vínculos quanto a individualidade de cada integrante.

Como é a primeira consulta de família?


A primeira consulta é um encontro de avaliação e acolhimento. Sempre que possível, os familiares adultos diretamente envolvidos na demanda participam juntos, para que cada pessoa possa apresentar sua percepção sobre o que está acontecendo, explicar como tem vivido aquela relação e dizer o que espera do acompanhamento.

Não é necessário que todos concordem sobre a origem do problema ou contem a história da mesma forma. Na terapia familiar, essas diferenças não são tratadas como uma disputa para descobrir qual versão é verdadeira. Elas oferecem informações importantes sobre os lugares ocupados por cada integrante, os significados atribuídos às experiências e a maneira como a família se relaciona. Durante a consulta, busco conhecer a história da família, o contexto atual, os acontecimentos que motivaram a procura e as tentativas já realizadas para enfrentar a situação. Também observo como os participantes se comunicam, como as responsabilidades são distribuídas, quais conflitos se repetem e quais assuntos se tornaram difíceis de abordar.

Esse primeiro encontro também permite compreender quem precisa participar do processo, pois, dependendo da demanda, o acompanhamento pode envolver diferentes composições ao longo do tempo.

Ao final da avaliação inicial, conversamos sobre a indicação clínica, os objetivos possíveis e a forma mais adequada de conduzir o acompanhamento. A primeira consulta não representa um compromisso automático com a continuidade do processo: ela serve para compreender o caso e verificar se a terapia familiar é a modalidade mais apropriada naquele momento.

E se um familiar importante não quiser participar?


A participação na terapia familiar precisa ser voluntária. Mesmo quando a presença de determinado familiar parece essencial para os demais, não é possível obrigá-lo a comparecer ou a falar sobre questões para as quais ainda não se sente disponível.

A recusa pode ter diferentes significados. A pessoa pode temer ser responsabilizada pelos problemas da família, imaginar que os outros já formaram uma aliança contra ela ou recear que a terapia se transforme em um espaço de acusações. Também podem existir vergonha, dificuldade para falar sobre assuntos íntimos, experiências negativas anteriores ou descrença na possibilidade de mudança. Por isso, antes de interpretar a recusa como indiferença, é importante tentar compreender seus motivos. O convite pode ser feito de maneira clara e respeitosa, explicando que a terapia não tem como objetivo encontrar um culpado, mas compreender as relações e favorecer conversas que a família não tem conseguido conduzir sozinha.

Em alguns casos, pode ajudar convidar o familiar apenas para uma consulta inicial, sem exigir que ele se comprometa previamente com todo o processo. Também é possível compartilhar informações práticas sobre o atendimento e permitir que ele esclareça dúvidas antes de tomar uma decisão.

Se a recusa permanecer, isso não significa necessariamente que o acompanhamento seja inviável. Diferentemente da terapia de casal, a terapia familiar pode, em determinadas situações, começar com os familiares que estão disponíveis. Mudanças na forma como algumas pessoas se posicionam, estabelecem limites e respondem aos conflitos podem produzir transformações na dinâmica da família como um todo.

No entanto, a ausência de um integrante pode limitar o alcance de determinadas questões. Por isso, a avaliação inicial é importante para verificar se o processo faz sentido com os participantes disponíveis, se o familiar ausente poderá ser novamente convidado em outro momento ou se outra modalidade de acompanhamento será mais adequada.

O familiar que não participa não deve ser transformado no único responsável pelo problema. A terapia trabalhará com as relações, escolhas e possibilidades das pessoas presentes, respeitando aquilo que elas podem efetivamente compreender e modificar.

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